A morbidez desta realidade me emburrece. As lágrimas caiem; uma a uma, sem parar. O pranto não possui um fim. O violão se retem a melodias de melancolia. A distorção não existe. O cotidiano engole-me. Os poetas falecem e os romantistas desaparecem, juntamente com suas musas. Musas falsas; com carros falsos; e palavras mentirosas. A vida é uma mentira. A sociedade tenta remodelar a esperança com seus heróis mortos. Se fossem tão bons não estariam mortos! Histórias são criadas para nossas crianças. O altíssimo chora ao ver-me tão triste e agoniado, porém, não consigo ver uma luz no final quando estou na repleta escuridão. O suicídio seria uma saída, uma bela saída, porém a morte é só linda nos versos tortos de poetas mortos; no realismo presente em nosso existir, a morte é triste e maldita quando se trata em perder uma guerra. Na verdade, vivemos uma guerra; onde sempre existem mais derrotistas que vitoriosos. A guerra só acaba pra quem morre e infelizmente não consigo morrer, pois existe algo que me prende neste mundo; algo que prende a minha esperança; algo que denomino de heroísmo. Continuo a crer que podemos revolucionar e criar um novo planeta. Ainda acredito nos jovens romantistas e poetas. Ainda acredito na escrita popular, no apelo popular. Ainda acredito em mim.
Você se assustaria se eu dissesse que tenho foto sua no celular e fico olhando pra ela quase o dia inteiro?
Augusto Soares (via r-etalho)











